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Estados Unidos

Número de empresas brasileiras nos EUA e remessas do exterior aumentam

Segundo levantamento do IBGE, mais empresas estão sendo abertas fora do país, enquanto muitas estão fechando as portas no Brasil. Já nos EUA, 59% de pequenas empresas estão satisfeitas com a saúde econômica do país.

A pouca longevidade de empresas no Brasil está levando microempresários a buscar alternativas no exterior para dar mais tempo de vida aos seus negócios e investimentos. De acordo com dados do IBGE de 2016, 648.474 empresas deram entrada no mercado.

O mesmo estudo mostrou que dentre as empresas sobreviventes em 2016 no Brasil, apenas 38% tinham cinco anos de existência. Ao analisar as empresas que nasceram cinco anos antes do levantamento, ou seja, as 660,9 mil que deram entrada em 2011, o IBGE constatou que: 75,2% sobreviveram até 2012, 64,5% sobreviveram até 2013, 52,5% sobreviveram até 2014, 45,4% sobreviveram até 2015 e 38% sobreviveram até 2016. Ou seja, o levantamento mostrou que uma em cada quatro empresas criadas em 2011 não sobreviveram após o primeiro ano.

Para fugir dessa realidade e em busca de segurança econômica e longevidade para seus negócios empreendedores brasileiros estão cada vez mais ávidos por mercados internacionais. Os EUA são o destino mais escolhido. Com mais de 9 mil micros e pequenos empresários brasileiros, o país norte-americano é o que abriga a maior parte empreendedores brasileiros que emigraram, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

Em três anos o número de brasileiros aprovados para morar nos Estados Unidos deu um salto. Em 2018, foram emitidos 4.300 vistos de imigração para cidadãos do Brasil — um aumento de 74% em relação a 2015, quando houve 2.478 vistos concedidos, segundo o Departamento de Estado americano. Muitos destes vistos são concebidos para quem quer investir ou abrir um negócio em território americano.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, de todos os brasileiros que empreendem fora do país, a maior fatia está nos Estados Unidos, representada por 9 mil empresários.

Uma pesquisa recente divulgada pelo Instituto MetLife e pela Câmara de Comércio dos EUA mostrou que 59% das pequenas empresas pesquisadas acreditam que a economia americana está com boa saúde, seis pontos percentuais acima do trimestre anterior. 58% das empresas lideradas por mulheres também estão expressando otimismo com a economia americana para seguir empreendendo no país. Segundo o Itamaraty, aproximadamente um terço dos brasileiros que vivem nos EUA está na Flórida.

“O cenário para empreender nos EUA nunca foi tão bom para empresários do Brasil. O governo americano oferece inúmeras vantagens que os brasileiros não podem perder. Vale a pena checar as possibilidades”, afirma o especialista em negócios Internacionais, André Duek que reside e atua nos EUA há 7 anos.

Recebimento de remessas do exterior aumenta no Brasil

O Banco Central (BC) registrou que, em agosto último, houve a maior quantia de dinheiro remetido do exterior para o Brasil desde 2010, em comparação com o mesmo mês dos anos anteriores. Foram US$ 290 milhões enviados para território verde e amarelo, com cerca de 25% desse valor referente a dólares oriundos dos EUA, país mais participativo nesse quesito. Em todo o ano, o País já recebeu US$ 1,91 bilhão em transferências pessoais da moeda americana.

Quando o assunto é envio de dinheiro para outros países, os EUA também lideram as opções dos brasileiros. Em 2019, conforme as estatísticas divulgadas pelo BC, dos US$ 1,38 bilhões emitidos para o exterior, US$ 301 milhões foram para contas norte-americanas, o que equivale a quase 22% do total.

Fonte: Mais Influente

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Brasileiros impulsionam empreendimentos nos Estados Unidos da América

Brasil foi o segundo país que mais gerou empregos nos Estados Unidos, atrás apenas do México

Brasileiros que empreendem nos Estados Unidos têm aumentado os investimentos naquele país com ideias inovadoras, aliadas a serviços tecnológicos. De 2008 a 2017, o estoque de investimento estrangeiro de brasileiros nos EUA passou de US$ 9,3 bilhões para US$ 42,8 bilhões, com crescimento de 356%. Os dados são do Mapa Bilateral de Investimentos Brasil/USA 2019. O Brasil foi o segundo país que mais gerou empregos, atrás apenas do México.

O paulistano André Duek, de 46 anos, é um dos empresários que apostaram no mercado estadunidense com um serviço tecnológico. Há mais de sete anos na Flórida, ele abriu uma imobiliária, a Duek Realty, pela qual oferecia serviços de aluguel para amigos e familiares que viajavam a lazer para os EUA. Hoje, os negócios foram ampliados e Duek fundou uma empresa que disponibiliza aluguel de motorhomes, os famosos trailers.

Eu tinha uma empresa da minha família do varejo de moda. Vendemos a companhia em 2008 e comecei a investir nos Estados Unidos na compra de imóveis para ter renda, nada sofisticado. Inicialmente, montei uma boutique imobiliária para auxiliar brasileiros que se hospedam nos EUA”, conta o empresário, que está há 33 anos no mercado nacional e no exterior.

Desde 2018, dez companhias brasileiras abriram capital na Bolsa de Valores americana, a maioria ligada ao ramo tecnológico, como as redes de pagamentos PagSeguro e a empresa de sistemas de educação Arco. Segundo dados do Citi Brasil, nos últimos três anos, companhias nacionais levantaram o valor histórico de US$ 5,3 bilhões no mercado americano.

Especialista em negócios internacionais, Duek recorda que, que quando chegou aos EUA, eram 240 firmas de aluguel de trailers operando e nenhuma brasileira. “Vi que tinha uma oportunidade enorme de prestar um serviço de boutique brasileiro completo (aluguel de imóveis e de motorhomes), e a pessoa ser bem tratada. Tanto que a gente foi a primeira locadora a servir um test drive ao cliente, e com serviço via WhatsApp, para o caso de a pessoa ter alguma dúvida. Foi aí que a nossa empresa começou a crescer”, relata.

Na Duek Motorhome, o empresário elaborou um serviço interativo para avaliação do serviço, antes da contratação.

A gente fez uma parceria com um sistema em que o cliente faz tudo sozinho, entra no motorhome 3D, cria a sua rota, com custos separados de milhagem e limpeza, por exemplo”, explica.

O empresário aconselha que os empreendedores brasileiros busquem alternativas menos convencionais na hora de empreender nos Estados Unidos.

É um país que te impulsiona a empreender. Você está sempre precisando inovar, se não fica atrasado muito fácil. A grande questão aqui é você ser forçado a automatizar as suas tecnologias, porque a operação das companhias têm que ser mais automática”, comenta.

Com mais de 30 anos de experiência em Automação Industrial, o paulista de São Caetano do Sul, Marcelo Miranda, 49 anos, montou a Tech Control Automation, em novembro de 2018, na cidade de Atlanta (EUA), após sondar o mercado estadunidense no ano anterior. Focada na prestação de serviços, a companhia produz células robotizadas (ou sistemas robóticos projetados conforme as necessidades do cliente), aplicações de manipulação (automatizadas no sistema do próprio robô), assim como máquinas de montagem.

Aplicamos tecnologias como robôs industriais, muitos sistemas de visão e automação elétrica, hidráulica e pneumática, sistemas de rastreabilidade e banco de dados do processo produtivo. Eles permitem rastrear e fazer um controle maior, em que possamos subir informação para outros sistemas. Controlamos e coletamos os dados e os disponibilizamos para que possam utilizar essa informação. Desde o aperto de um parafuso ou sistemas que utilizam alta aquisição de força ou vibração já são pensados com os conceitos da indústria 4.0 desde o princípio”, esclarece.

A Indústria 4.0, usada na empresa de Miranda, também é chamada de Quarta Revolução Industrial, muito porque engloba algumas tecnologias para automação, troca de dados, conceitos de sistemas ciber-físicos e Internet das Coisas (conceito tecnológico em que todos os objetos da vida cotidiana estariam conectados à internet).

O empresário vem aprimorando essas técnicas desde que fundou a própria empresa no Brasil, a Accede Automação industrial, criada em 1997 na cidade de São Bernardo do Campo (SP). Com o passar do tempo, Marcelo analisa a diferença de empreender nos EUA.

O que mudou ultimamente, mesmo utilizando as tecnologias comuns, é a abordagem e o foco de um sistema automatizado. A gente tem foco em utilizar equipamentos com muito mais informação, e poder usar e também disponibilizar essas informações”, analisa.

Fonte: Jornal de Brasília

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Câmara dos EUA aprova proposta que permite Brasileiros com cidadania Portuguesa a empreender no pais

O H.R. 565 permitiria que portugueses fossem admitidos nos Estados Unidos como comerciantes ou investidores não-imigrantes (temporários) na classificação de vistos E-1 ou E-2. O mesmo já ocorre com cidadãos com cidadania italiana e de outros países da Europa.

De acordo com uma proposta de legislação aprovada pela Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes do congresso norte-americano, brasileiros com cidadania portuguesa têm a chance de poder empreender e residir nos Estados Unidos com o visto E-2. A iniciativa, chamada de “Advancing Mutual Interests and Growing Our Sucess Act” (AMIGOS Act) formaliza a abertura de duas categorias de vistos de negócios para cidadãos portugueses nos EUA.

Atualmente cidadãos de Portugal não contam com essa vantagem nos EUA, que já conferem vistos E-2 para cidadãos de outros países da Europa. Relatório do Departament of Homeland Security — DHS nos EUA mostra que o número de E-2 emitidos pelo Governo aumentou nos últimos anos. Saltou de 36.825 em 2014 para 41.181 em 2018.

Para o especialista em negócios internacionais, André Duek*, que empreende há mais de sete anos nos Estados Unidos, se aprovada, a medida poderá além de conceder residência temporária nos EUA aos brasileiros e também abrir portas no mercado. “Embora não conceda residência permanente — o famoso Green Card — o E-2 é uma excelente forma de começar o caminho imigratório da forma correta nos EUA. É uma forma de conhecer o mercado e poder arriscar em investimentos não tão comuns”, explica.

A categoria de vistos E é voltada para pessoas originalmente de países com os quais os Estados Unidos mantém tratados de comércio e navegação. De acordo com dados do Departamento de Estado americano, espera-se que se aprovada a lei H.R. 565 atraia até 500 investidores com cidadania portuguesa aos EUA. O relatório não considera estrangeiros com cidadania portuguesa e este número pode ser muito maior.

“A economia americana nunca foi tão promissora para negócios estrangeiros. Sem dúvida, sendo a comunidade luso-brasileira uma das maiores do nosso país, se aprovada a medida, muitos empreendedores terão a chance de entrar nos EUA pela porta da frente. Planejamento é fundamental. Esperamos que esta lei seja realmente aprovada”, afirma André Duek.

Os detentores dos vistos E-1 e E-2, e seus cônjuges e filhos, são admitidos nos Estados Unidos por até dois anos. Eles podem prolongar sua estadia indefinidamente se continuarem a atender aos requisitos de elegibilidade. Após aprovação na Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes do congresso norte-americano, a proposta seguirá para o Senado e – sem for bem-sucedida – enviada para promulgação do Presidente Donald Trump.

*Atuante há 33 anos no mercado nacional e internacional, André Duek é um empresário com experiência na gestão de grandes empresas no Brasil como as marcas de moda Forum e Triton. Nos EUA há 7 anos, consolidou, entre vários negócios de sucesso, como a Duek Realty que é uma boutique imobiliária especializada em atender estrangeiros e a primeira empresa de locação de motorhomes gerida por brasileiros no país, a Duek Motorhomes. Fora do escopo empresarial, é comentarista de automobilismo na TV, rádio e na maior plataforma de streaming digital de esportes do mundo.

Fonte: ONEVOX PRESS

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